As apresentações do Estoril Open deixaram de ser meras
conferências de Imprensa. São espectáculos mediáticos para os quais os
jornalistas são apenas mais um dos elementos da assistência.
João Lagos deveria, no futuro, divulgá-las publicamente e
abri-las a qualquer adepto do ténis que desejasse fazer parte da anual festa de
abertura do principal torneio de ténis português.
A apresentação do 20º Estoril Open, na passada quarta-feira,
foi uma manifestação de vitalidade de uma João Lagos Sports que se recusa a
morrer, apesar da grave crise em que se vê envolvida – e o presidente da
empresa não tem escondido essa realidade junto de alguns media especializados
em economia, embora anteontem tenha frisado que o Estoril Open nunca esteve em perigo.
Desde o bonito e dinâmico cartaz da prova de 2009, até ao palco
escolhido (o anfitiatro da TMN), passando pelo telefonema para Miami para
conversar em directo com Frederico Gil; pela consolidação da ‘griffe’ Estoril
Open em artigos de luxo (com o lançamento de edições limitadas de um relógio da
Baume & Mercier e de um sub-modelo do EOS da Volkswagen); e pela estreia da
Rádio Estoril Open online (um conceito que se encontra nos torneios do Grand
Slam e pouco mais); tudo foi pensado ao pormenor para encher os olhos da
assistência.
Mesmo os mais sisudos, que não apreciam estas
extravagâncias, tiveram de reconhecer que o que mais importa para o público e
media, ou seja, os jogadores são de excelente qualidade. Mais dos que os nomes,
é o tipo de ténis que praticam.
Os indefectíveis que não perdem pitada dos três primeiros
dias do torneio (os melhores), apanharão uma barrigada de estratégias defensiva,
atacante, ofensiva do fundo do ‘court’, criativa, enfim, há-o para todos os
gostos!
João Lagos disse que não é a melhor lista de inscritos de
sempre. Fica-lhe bem a sinceridade, mas está muito perto do melhor e é digna da
celebração de duas décadas de Estoril Open. Que venham outras tantas.